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Publicado: 30 Dezembro 2020
Em uma época cheia de incertezas, dúvidas e questionamentos, é normal que ideias sejam debatidas e abordadas sob vários ângulos, gerando formas diferentes de se enxergar aspectos a respeito de um mesmo tema. Mas diante de um mundo "conectado" e que proporciona fácil acesso a inúmeras fontes de informação, é imperioso que qualquer pessoa, ainda mais um filósofo, antes de escrever sobre algo, se debruce sobre o tema que pretende abordar, o que claramente, não parece ser o caso do autor do texto, "Quem crê em conspirações acha que é Einstein, mas não come ninguém", publicado na Folha de São Paulo em 27 de dezembro/20, o qual aliás, dispensa comentários quanto ao título.






Está longe de ser a primeira vez que veículos de imprensa usam do poder do sensacionalismo para invocar dúvidas quanto à segurança e viabilidade das dietas vegetarianas estritas, as chamadas dietas veganas. Em épocas de #fakenews poderia até “passar batido” se não fosse o número cada vez maior de profissionais de saúde que se dedicam há décadas a estudar os impactos na saúde deste modelo alimentar embasados na ciência atual e nos posicionamentos das maiores academias de saúde e nutrição do mundo, entre elas a Academia de Nutrição e Dietética Americana e a Canadense que, em seus posicionamentos contemporâneos, afirmam que uma dieta a base de vegetais livre de alimentos de origem animal é segura, equilibrada e adequada para todas as fases da vida incluindo a gestação, lactação, infância e senilidade, além dos esportistas. A dieta vegana, como é conhecida, além de ser segura, segundo o parecer americano, é preventiva e pode ser utilizada como ferramenta de reversão das principais doenças crônicas não transmissíveis que mais adoecem e matam humanos na atualidade: as doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer.
No dia 01 de dezembro, data oficial do movimento mundial chamado ‘Dia de Doar’, doador anônimo multiplicará por dez o valor arrecadado.
O estudo EPIC-Oxford é um dos maiores estudos epidemiológicos já feitos com vegetarianos e veganos do mundo e é, devido ao número de indivíduos avaliados e a duração do estudo, considerado de alto nível e qualidade científica.
Políticos assinaram ‘Carta-Compromisso’ para combater a crueldade animal e incentivar a alimentação saudável; lista com as adesões está disponível ao pblico na internet.
Animal Charity Evaluators (ACE) é referência mundial e analisa, anualmente, as organizações que fazem o melhor uso de recursos para salvar animais.